O arquipélago de Okinawa foi um reino independente até a Restauração Meiji, em 1868. Outrora denominado Reino de Ryukyu, situado no oeste do Pacífico e ao sul das principais ilhas japonesas, foi um importante entreposto comercial para a região. Houve épocas, inclusive, em que esteve submetido ao império chinês e ao domínio do feudo de Satsuma, no território japonês. Devido à sua posição estratégica e à influência estrangeira, uma rica e diferenciada cultura ali floresceu.
As danças e as músicas, surgiram para homenagear os deuses bem como os reis, além de serem formas de entretenimento às delegações diplomáticas chinesas que constantemente visitavam o reino de Ryukyu. Neste período até a Segunda guerra mundial, somente os homens podiam dançar para evitar a cobiça destes entrageiros.
Com seus trajes vistosos, enfeites, expressões e movimentos corporais, as danças e as músicas de Okinawa expressam a harmonia de um povo alegre e criativo.
As coreografias são classificadas em danças clássicas (masculina e feminina), populares, folclóricas e modernas. Esse conjunto de bailados traduz muito da cultura e cotidiano da população local, da miscigenação da cultura de Okinawa, originada do contato comercial intenso com vários países do sudeste asiático no passado.
Pode-se afirmar que a música e a dança de Okinawa tem um refinamento único, surgido tanto do carisma dos nativos e das cores vibrantes do arquipélago, cujo clima é tropical, como da sobriedade e do formalismo das coreografias tradicionais clássicas da corte de Shuri, a capital do reino.
Assim como a cultura, a arte não é estática e se desenvolve com o decorrer do tempo. Dessa forma, diversos dançarinos-coreógrafos atuais de Okinawa têm desenvolvido novas coreografias ou danças modernas. O coreógrafo Satoru Saito também propõe esse desenvolvimento, unindo músicas atuais à técnica tradicional da dança okinawana. Essa junção só é possível com o domínio da técnica tradicional da dança. Propõe-se, assim, uma fusão interessante do passado com o presente, criando coreografias inovadoras, sem, no entanto, perder as raízes okinawanas. Este espetáculo será composto apenas com bailarinos homens.