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HAVIA UM PAÍS AQUI ANTES DO CARNAVAL

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HAVIA UM PAÍS AQUI ANTES DO CARNAVAL

24 nov - 2022 • 21:00 > 27 nov - 2022 • 21:00

Evento encerrado

HAVIA UM PAÍS AQUI ANTES DO CARNAVAL

24 nov - 2022 • 21:00 > 27 nov - 2022 • 21:00

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Descrição do evento

TEATRO KAUS ESTREIA A PEÇA HAVIA UM PAÍS AQUI ANTES DO CARNAVAL, DE RUDINEI BORGES, NO TEATRO PAULO EIRÓ


Com texto inédito do dramaturgo Rudinei Borges, o espetáculo HAVIA UM PAÍS AQUI ANTES DO CARNAVAL apresenta um recorte das diversas faces do Brasil e atravessa questões sociais, políticas e ambientais da atualidade. A resistência dos territórios ameríndios, o caráter multifacetado dos cenários urbanos e as contradições dos espaços explorados pelo garimpo e destruídos pelas queimadas são alguns temas encenados na peça. A montagem do Teatro Kaus Cia Experimental tem direção de Reginaldo Nascimento e reúne um elenco de dez artistas. O trabalho foi beneficiado pelo Proac direto 38/21 da Secretaria de Economia Criativa do Estado de SP.

Escrita especialmente para o grupo, Havia um país aqui antes do Carnaval apresenta dez quadros, cuja concepção cênica trata das experiências de resistência vivenciadas por diferentes povos nesse Brasil de territórios vastos. Na configuração estética que orienta a disposição dos quadros, a crítica social emerge da força da palavra. Revestida da singularidade própria das poéticas da oralidade, a palavra não apenas recupera as contradições e a urgência da existência de sujeitos silenciados, mas também é responsável por conjurar e materializar vozes que, embora excluídas, ainda não foram derrotadas.

“A peça surge de uma "provocação" e uma "inquietação" do diretor Reginaldo Nascimento, entretanto, foi escrita com nuances totalmente autorais e inéditas, com um vocabulário de quem "abraça" os muitos brasis invisíveis. É uma obra do teatro narrativo, uma composição em 10 breviários em que a dor e a esperança se irmanam. Entre idas e vindas, pude adentrar realidades paradoxais que desvelam as mazelas da violência e da desigualdade social que alicerçam a vida no Brasil”, afirma o dramaturgo Rudinei Borges.

 “É uma peça sobre a dor de ser brasileiro nas margens do país. Não é a história dos vencidos. É a história dos que resistem e querem vencer, apesar das intempéries. Vivi parte de minha vida no norte do Brasil, no sudoeste do Pará. A outra parte em vários bairros da imensa cidade de São Paulo. Viajei de ônibus por todas as regiões brasileiras. Assim, me fiz um observador de instantes e territórios imprecisos, mas conversar com as pessoas e ouvi-las me levou à tentativa de compreender a complexidade das existências e vivências”, conclui o autor.

“Após 14 anos dedicados a dramaturgia de língua hispânica, retomar o trabalho com a dramaturgia brasileira sempre foi um desejo. Queria trabalhar com uma obra inédita, escrita para o grupo por um dramaturgo brasileiro que pudesse narrar um Brasil distanciado da metrópole paulista, para além do conhecido eixo do Sudeste. Desejava olhar nossa própria história, o país que havia aqui, que foi sendo silenciado pelos apagamentos, pela destruição da fauna e da flora, pela ocupação desenfreada dos territórios indígenas e, sobretudo, por um estado de intolerância ao qual fomos lançados nos últimos anos”, afirma o diretor Reginaldo Nascimento.

“É um espetáculo épico narrativo que apresenta, em dez breviários de vidas, personagens e suas histórias espalhadas pelas beiradas do país. Gente de luta, de arte, indígenas, santeiros e religiosos, falsos crentes e benzedeiras, pessoas que vivem, matam e morrem, embrenhadas nos grotões do país. É uma investigação que caminhou por um Brasil afro-ameríndio de cantos, encantos e encantados, de luta e dor. Foram nove meses de trabalho para que pudéssemos compreender os tantos caminhos que iam surgindo ao longo da feitura da obra e contemplar, pelo menos um pouco, os tantos brasis que existem no Brasil”, finaliza o diretor.

O cenário, de Reginaldo Nascimento, traz a representação de um chão de terra batida, com alguns troncos de uma floresta que já não existe mais, contudo, o espaço cênico vai sendo transformado ao longo da peça. Os figurinos, de Telumi Helen, retratam as memórias do dia a dia dos personagens e ressaltam alguns seres míticos da natureza, da cura e da ancestralidade. A iluminação, de Denilson Marques, contribui com a ambientação dos espaços cênicos da peça.

 A trilha sonora original foi composta pelos músicos Salloma Salomão e Gui Braz, que criaram músicas que permeiam as cenas, acentuando as passagens entre o lírico e popular. O espetáculo apresenta também cantos indígenas e de origem no candomblé, pesquisados por Reginaldo Nascimento e pela atriz Karol Piacentini, e conta ainda com alguns trechos da música Arreuni, do compositor e músico Chico Maranhão. A montagem tem orientação de movimento de Wellington Campos e orientação vocal de William Guedes. 

HAVIA UM PAÍS AQUI ANTES DO CARNAVAL

Duração: 1h30 minutos. Gênero: Drama narrativo. Recomendação: 12 anos. 

TEATRO PAULO EIRÓ

De 3 a 13 de novembro  

Quinta a sábado, às 21h. Domingo, às 19h.

Ingressos: Gratuitos

Endereço: Av. Adolfo Pinheiro, 765 – Santo Amaro, São Paulo, SP. Telefone: (11) 5686-8440. Capacidade 468 lugares. 

Ficha Técnica:

Texto: Rudinei Borges. Direção: Reginaldo Nascimento. Assistentes de direção: Amália Pereira e Amanda Medeiros. Com o Teatro Kaus Cia Experimental. Elenco: Alessandra Rabelo, Aline Baracho, Amália Pereira, Evandro Netto, Gabriel Almeida, Karol Piacentini, Joel Rodrigues, Ricardo Marques, Rodrigo Ladeira e Tatiana Teodoro. Cenário: Reginaldo Nascimento. Cenotécnico: Fábio Jerônimo. Costureira cenário: Adriana Hitomi. Trilha sonora original: Salloma Salomão e Gui Braz. Pesquisa dos cantos: Reginaldo Nascimento e Karol Piacentini. Música Arreuni: Chico Maranhão. Figurinos e plasticidade estética: Telumi Hellen. Assistente de figurinos/modelista e costureira: Mariana Moraes. Costureira figurinos: Stylo Lia - Galeria do Rocky. Escultura Frei Damião: HD Dimantas. Esculturas bugres: Reginaldo Nascimento. Lighting Designer: Denilson Marques. Orientação de movimento: Wellington Campos. Orientação vocal: William Guedes. Fotos: Fabíola Galvão. Assessoria de imprensa: Amália Pereira. Produção: Kaus Produções Artísticas. Realização: Teatro Kaus Cia Experimental.  

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Local

Teatro Cacilda Becker

Rua Tito, 295 Vila Romana

São Paulo, SP

Termos e políticas

Sobre o produtor

Teatro Kaus Cia Experimental

Radicado em São Paulo desde outubro de 2001, o Teatro Kaus Cia Experimental foi criado em dezembro de 1998, em São José dos Campos, pelo ator e diretor Reginaldo Nascimento e pela atriz e jornalista Amália Pereira. Na capital paulista, a Cia. encenou as peças Chuva de Anjos (2022), de Santiago Serrano; Contrarrevolução (2018), de Esteve Soler; Hysterica Passio (2015/2017) e O Casal Palavrakis (2012/2014), ambas de Angélica Liddell; O Grande Cerimonial, de Fernando Arrabal (2010/2011); A Revolta,

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