25 ago - 2021 • 19:29 > 25 ago - 2021 • 19:31
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O curso pretende investigar o carnaval como linguagem artística e seu contato com outras formas de artes institucionais. Mergulhando na estética das escolas de samba em diálogo com movimentos e momentos artísticos da história da arte brasileira.
A proposta não compreende um entendimento cronológico da festa e sua história, mas sim contatos e cruzamentos entre movimentos artísticos e suas representações na festa carnavalesco, mesclando desfiles e artistas de vários períodos.
O curso é destinado a quem se interessa pela estética do carnaval e quer aprofundar os seu conhecimentos sobre a História da Arte institucionalizada e os saberes estéticos produzidos pelas escolas de samba ao longo de sua trajetória.
Serão oferecidas quatro aulas com duas horas de duração cada uma, entre os dias 16/08 a 25/08, às 19h30.
Todas as aulas serão gravadas e ficarão disponíveis para serem assistidas depois.
Aula 1 - Carnaval e Modernismos
A primeira aula busca pensar o movimento modernista brasileiro de maneira ampla, pensando no samba como símbolo e pilar fundamental da ideia de “brasilidade” forjada por esse movimento artístico. As escolas de samba e o carnaval são entendidos como grandes produtos da modernidade brasileira, abrindo o leque para pensar o movimento não só pelos artistas de São Paulo da chamada "Semana de 22", como também por nomes do próprio samba que foram fundamentais neste processo. O ponto de partida da aula serão as representações do movimento no carnaval carioca pela artista Rosa Magalhães.
Tópicos abordados: História do Movimento Modernista; Surgimento das escolas de samba; Construção da figura da "baiana"; Paulo da Portela e outros modernistas fora do "cânone"; Representações do modernismo na trajetória de Rosa Magalhães.
Aula 2 - Carnaval e Arte Afro-Brasileira
Pensando a ideia de uma arte feita no trânsito entre as formas de se vivenciar a diáspora africana e seus reflexos, a segunda aula investiga os chamados desfiles “afros” e sua construção estética a partir da Revolução Salgueirense, chegando na sua simplificação temática nas últimas décadas. Busca-se pensar sobre o que seria uma estética “africana” e como ela é codificada nas apresentações das agremiações por diversos artistas, assim como se é possível mapear uma produção “afro-brasileira” também no campo das artes visuais institucionalizadas.
Tópicos abordados: Revolução Salgueirense e sua construção estética; Teatro Experimental do Negro; Enredos-Afros e suas variações; Visualidade Afro-Brasileira.
Aula 3 - Carnaval e Tropicalismos
No país da Tropicália, tudo acaba em Carnaval? O “momento” tropicalista, no final da década de 1960, criou obras fundamentais para compreender o Brasil no início da ditadura civil-militar. Músicas, filmes e peças teatrais repensaram a identidade brasileira de maneira irônica e festiva, celebrando palmeiras e abacaxis. Por intermédio de desfiles marcantes que evocaram os mesmos símbolos que as obras tropicalistas, busca-se entender o reflexo cultural do movimento tropicalista no desfile das escolas de samba e como ele foi reinterpretado pelos artistas das agremiações carnavalescas, principalmente na trajetória do pernambucano Fernando Pinto.
Tópicos abordados: Movimento tropicalista e suas representações na música, teatro e cinema; Cultura de massa e carnaval; Teatro de Revista e Chanchada; Carnavais de Fernando Pinto, Oswaldo Jardim e Jack Vasconcelos.
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