30 abr - 2025 • 19:00 > 30 abr - 2025 • 21:00
30 abr - 2025 • 19:00 > 30 abr - 2025 • 21:00
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Espetáculo premiado “A Jornada de um Herói” se despede dos palcos e celebra trajetória histórica
Com humor e crítica social, peça que aborda racismo estrutural e precarização do trabalho chegou a conquistar o Prêmio Shell e se apresentar na China
Com reconhecimento em importantes premiações, como o Prêmio Shell e o APTR, e mais de 2 mil espectadores ao longo de cinco anos de trajetória, “A Jornada de um Herói” entra em clima de despedida e celebração. O espetáculo da Baixada Fluminense, que chegou a alcançar voo internacional ao se apresentar na China, entra em cartaz no Centro Cultural da Justiça Federal (CCJF) a partir do dia 15 de abril e segue com apresentações às terças e quartas-feiras, até o dia 30, sempre às 19h.
Idealizado pela Companhia Atores da Fábrica, o espetáculo levou para os palcos questões urgentes como racismo estrutural, precarização do trabalho e desigualdades sociais, ocupando teatros em diferentes bairros do Rio, outros estados e até em outro continente, se apresentando presencialmente em dois prestigiados festivais na China. Alexandre O. Gomes, diretor e idealizador do espetáculo, destaca que este foi um feito histórico para o teatro periférico brasileiro. "Apresentar a peça na China foi uma sensação de dever cumprido. Cada um de nós que estava lá carregava e representava um grupo muito maior: nossa escola e todos os artistas da Baixada Fluminense. Fomos o primeiro grupo dessa localidade a se apresentar na China com esse olhar sobre o território e sobre representatividade, levando uma peça preta para um espaço majoritariamente elitista — e ocupar esse lugar tem um peso e significado enormes”, o diretor reflete.
Rompendo a famosa estratégia narrativa chamada "jornada do herói”, que costuma estar centrada em histórias que glorificam homens brancos e ricos, “A Jornada de um Herói” traz para o centro do palco o protagonismo de um homem negro, pobre, periférico e analfabeto, chamado José, magistralmente interpretado por Mateus Amorim, que também escreveu a peça. O personagem enfrenta diversas batalhas cotidianas, refletindo a realidade de muitos brasileiros que se vêem à margem da sociedade, levantando a seguinte questão: “Quem são os verdadeiros heróis?”. Através do solo narrativo, o espetáculo convida o público a refletir sobre questões urgentes da sociedade contemporânea, como o racismo estrutural, relações de trabalho abusivas e desigualdades sociais.
O espetáculo consolidou-se como um marco de representatividade e resistência. Mateus Amorim relembra o processo de criação e os impactos da peça: "Durante a pandemia, sentimos a necessidade de olhar para os trabalhadores e suas trajetórias — e assim nasceu a ‘Jornada’. Foram muitas trocas, aprendizados, prêmios, tropeços e alegrias em fazer um espetáculo que levanta questões tão importantes. E o mais gratificante foi conseguir abordar temas tão sérios usando o humor como ferramenta, prezando sempre pela comunicação e o afeto com o público."
Apesar de ser a última temporada no centro do Rio, a despedida desse espetáculo será marcada por uma celebração à altura de sua trajetória. "Ainda vamos fazer uma circulação pela Baixada, comemorando esse legado em cinco diferentes cidades, e encerrar esse projeto tão bonito onde ele nasceu: na Escola Fábrica dos Atores e Materiais Artísticos, em Nova Iguaçu. Depois, seguiremos pesquisando outras narrativas tão potentes quanto a história do José”, pontua Mateus.
Assim como a trajetória de José, a companhia Escola Fábrica dos Atores e Materiais Artísticos prossegue com coragem, resiliência e também com criatividade, provando que o verdadeiro heroísmo está na persistência diária. A despedida de “A Jornada de um Herói” é o fechamento de um ciclo, mas a luta para manter a arte periférica de pé continua firme e cada vez mais forte.
SINOPSE
Após ser demitido de uma fábrica de carvão ao questionar a diminuição do seu tempo de almoço, que passa de dez para cinco minutos, Jorge vai atrás do seu Fundo de Proteção e Garantia ao Trabalhador Desempregado, como única opção de sustento de sua família. Tal como os heróis de Homero, José enfrenta monstros e diversos outros perigos ressignificados nas dificuldades cotidianas de um homem negro, pobre, semianalfabeto e desempregado, marcando uma verdadeira epopéia urbana em que os percalços de um ônibus cheio, uma fila quilométrica e um gerente de banco esnobe, escancaram na resistência de José, o seu heroísmo.
ESCOLA FÁBRICA DOS ATORES
O espetáculo em questão foi idealizado pela companhia Escola Fábrica dos Atores, uma iniciativa de Nova Iguaçu que oferece aulas de teatro para a comunidade a preços populares, sobrevivendo a partir de doações e editais, sem nenhum patrocínio. Apesar das dificuldades e limitações enfrentadas diariamente, a companhia segue firme, dedicando-se a trazer novas perspectivas aos jovens da comunidade, além de já ter formado diversos artistas que hoje colhem os bons frutos da arte.
SERVIÇO:
CCJF (Centro Cultural da Justiça Federal)
Data: 15,16, 22,23,29 e 30 (terças e quartas-feiras)
Horário: 19h
Local: Av. Rio Branco, 241 - Centro, Rio de Janeiro - RJ
Ingresso: 40,00 (inteira) e 20,00 (meia)
Cancelamentos de pedidos serão aceitos até 7 dias após a compra, desde que a solicitação seja enviada até 48 horas antes do início do evento.
Saiba mais sobre o cancelamentoVocê poderá editar o participante de um ingresso apenas uma vez. Essa opção ficará disponível até 24 horas antes do início do evento.
Saiba como editar participantesAvenida Rio Branco, 241 Centro
Rio de Janeiro, RJ
Julio Adrião Produções & Casa136 Produções Artísticas
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