30 mar - 2025 • 11:00 > 30 mar - 2025 • 15:00
30 mar - 2025 • 11:00 > 30 mar - 2025 • 15:00
Duas atrizes descobrem um misterioso jogo de tabuleiro e embarcam numa divertida jornada rumo ao resgate da memória de mulheres na história do país. "Meninas Contam a Independência" é uma "peça-jogo", um espetáculo lúdico, interativo e imprevisível como todo jogo de tabuleiro. A única certeza é que, até o final da partida, muitas serão as histórias desvendadas sobre as heroínas da Independência do Brasil na Bahia. Personagens como Joana Angélica, a Cabocla, Maria Felipa, Maria Quitéria e Urânia Vanério fazem parte das histórias, desafios e enigmas desse jogo no qual todo mundo sai ganhando em conhecimento. "Meninas Contam a Independência" é o trabalho mais recente do premiado grupo de teatro A Panacéia.
As jogadoras dessa peça-jogo são as atrizes Ana Luisa Fidalgo e Márcia Limma, e a terceira personagem é interpretada pela atriz mirim Marina Fidalgo, de nove anos, que empresta a sua voz para dar vida à Urânia Vanério. “Essa personagem histórica era uma criança na época das lutas pela Independência, e a gente quis trazer ela também na voz de uma criança, a presença dessa voz percorre toda a peça e é ela quem conduz o jogo”, explica Camila Guilera, que assina a dramaturgia junto com Ana Luisa. Urânia Vanério foi uma baianinha muito corajosa que, em fevereiro de 1822, com apenas dez anos de idade, escreveu aquele que é considerado um dos mais radicais panfletos pró-independência, intitulado “Lamentos de uma Baiana”. Além de resgatar e difundir as histórias das personagens femininas da Independência da Bahia, o espetáculo provoca a reflexão do público sobre a invisibilização das mulheres da História.
"Meninas Contam a Independência" é resultado de quatro anos da oficina “Meninas Podem!”, com a qual o grupo A Panacéia circulou diversas escolas de Salvador, conversando com meninas de seis a 16 anos sobre histórias de mulheres incríveis da vida real e do imaginário. “São essas meninas que nos inspiram, elas estiveram conosco em todo o processo de pesquisa para construção da dramaturgia, e é por elas que seguimos escrevendo, pensando e atuando”, afirma Camila. Com direção de Lara Couto, a montagem é concebida e executada por mulheres, ao todo são 26 artistas e profissionais envolvidas em todas as etapas, desde a produção executiva, trilha sonora, figurino, adereços, maquiagem, mediação cultural, design, até assessoria de imprensa.
Nesta curta temporada, a grupA de Teatro A Panacéia comemora seus 17 anos de vida com mostra de repertório no Cine Teatro 2 de Julho. No mês em que se celebra o Dia Nacional do Teatro e do Circo e que marca a luta das mulheres por direitos, estarão em cartaz os espetáculos “Filipa” (voltado para o público adulto) e “Meninas Contam a Independência” (para as infâncias), ambos levando para a cena trajetórias de mulheres da História que merecem ser contadas, recontadas e multiplicadas, histórias de personagens que contam um pouquinho da nossa história coletiva, da história de Salvador e da Bahia.
Desde 2008, A Panacéia existe como coletivo de teatro que congrega mulheres em suas equipes de trabalho e que cria repertório engajado com propostas feministas e de visibilidade de mulheres históricas. Ainda afinadas com esta direção, as atividades formativas d’A Panacéia são direcionadas a mulheres e meninas, por meio de cursos e oficinas de teatro que promovem a propriocepção, o trabalho de grupo e a investigação de trajetórias de mulheres.
Atualmente integrado por Ana Luisa Fidalgo e Camila Guilera, A Panacéia caracteriza-se como um espaço de criação congregador de mulheres artistas da cena soteropolitana, criando e renovando parcerias a cada nova montagem e projeto. Em abril a grupA comemora seus 17 anos de existência e resistência e nada melhor do que estar em cena para compartilhar este momento com o público.
Serviço:
Espetáculo “Meninas Contam a Independência”
Datas: 30 de março (domingo)
Duas sessões, às 11h e 15h
Classificação indicativa: Livre
Local: Cineteatro 2 de Julho (IRDEB - Federação)
Valores: Ingressos a R$ 30,00 e 15,00, com casadinha para adulto+criança a R$40,00
Contato: Instagram @apanaceia
apanaceia.arte@gmail.com
(71) 9 8812-6416
Ficha Técnica
Atuação: Ana Luisa Fidalgo e Márcia Limma
Participação especial: Marina Fidalgo (voz em off da menina Urânia)
Direção: Lara Couto
Dramaturgia: Ana Luisa Fidalgo e Camila Guilera
Histórias das heroínas: Criação coletiva (Ana Luisa Fidalgo, Camila Guilera, Lara Couto e Márcia Limma)
Trilha Sonora Original: Carla Suzart e Neila Kadhí
Canções “O jogo” e “Cansanção” - Composição: Lara Couto;
Canção “Hina”: Criação colaborativa durante o curso MENINAS PODEM! com participação de Beatriz Argolo, Flora Leopoldino, Luma Coelho e Maria Luiza Couto.
Canção “Caretas do Mingau”- letra de criação coletiva a partir de canção popular
Arranjos: Carla Suzart e Neila Kadhí
Preparação corporal e direção de movimento: Mônica Nascimento
Figurino: Ramona Azevedo
Costureira: Márcia Azevedo
Adereços de cena e confecção de cenografia: Rita Rocha
Concepção de maquiagem: Fernanda Beltrão
Intérpretes de Libras: Aline Suzart e Beatriz Lopes
Roteiro e audiodescrição ao vivo: Adriana Urpia
Monitora - acessibilidade: Jurema Cruz Alves
Mediação Cultural: Poliana Bicalho - Criare Medições Culturais e Educacionais
Assistente de mediação: Camila Alves
Assessoria de Imprensa: Gabriela da Fonseca
Designer: Suzane Lopes (Movimento 1989)
Cobertura fotográfica e audiovisual: Roama e Ananda Mariposa
Coordenação de produção: Camila Guilera
Produção executiva: Ana Luisa Fidalgo
Assistente de produção: Lidiane Souza
Idealização e Realização: A Panacéia
Cancelamentos de pedidos serão aceitos até 7 dias após a compra, desde que a solicitação seja enviada até 48 horas antes do início do evento.
Saiba mais sobre o cancelamentoVocê poderá editar o participante de um ingresso apenas uma vez. Essa opção ficará disponível até 24 horas antes do início do evento.
Saiba como editar participantesRua Pedro Gama, 413 E, IRDEB, Federação
Salvador, BA
A Panacéia - GrupA de Teatro
A grupA de teatro A Panacéia foi fundada em 2008 na cidade de Salvador. Desde sempre composta exclusivamente por mulheres, pratica uma produção artística que combata a misoginia, as construções de padrões normativos de gênero e todas as formas de violência. Entre suas atividades estão a montagem e circulação de espetáculos, criação de experimentos e performances, realização de oficinas, debates, publicações virtuais, trabalhando ainda com produção cultural e organização de eventos.
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